segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

POMBOS: PRINCIPAIS ESPÉCIES E CONTROLE

Pombo | Pombos

biologia dos pombos

A família de aves Columbidae abrange entre suas espécies os animais popularmente conhecidos como pombos e rolinhas. Existem cerca de 300 espécies dentro da família Columbidae distribuídas amplamente pelo planeta sendo que elas habitam locais muito variados como campos, pastagens, caatinga, florestas e áreas urbanas. A grande maioria dessas espécies vive restritamente nos seus locais de adaptação natural, ou seja, nas florestas e outros biomas naturais. Somente algumas passaram a habitar as cidades.
A presença de columbídeos em áreas urbanas tem duas origens: uma, mais recente, em função da devastação de seus ambientes naturais de ocorrência, o que levou esses animais à procura de locais com maior oferta de abrigos e alimentos; outra é a domesticação de pombos, prática que já se iniciava há cerca de 5.000 anos pelos povos asiáticos.
Dessas espécies presentes em áreas urbanas a Columbia livia, popularmente conhecida como pombo-doméstico, se destaca por sua grande proliferação e também por trazer prejuízos na convivência direta com o homem, sendo assim considerada animal sinantrópico.
Principais espécies que foram beneficiadas pela ação humana:
Columba picazuro (Asa-branca): quando em vôo, a principal característica é a faixa branca na parte superior das asas. Possui um tamanho médio de 35 cm. Esta espécie vem sendo beneficiada com os desmatamentos, ampliando muito sua população e áreas de ocorrência.
Zenaida auriculata (Avoante): possui coloração acinzentada e duas linhas pretas próximas aos olhos. Possui um tamanho médio de 20 cm. Assim como a Asa-branca, essa espécie se beneficiou com os desmatamentos, principalmente no Estado de São Paulo, tornando-se uma das aves mais comuns nas áreas devastadas do interior do Estado.
Columbina talpacoti (Rolinha): a fêmea possui coloração bege, sem o contraste do cinza na cabeça, característica típica do macho da espécie. Seu tamanho médio é de 15 cm. Uma das pombas mais comuns no Brasil que se adequou muito bem à vida nas cidades, tornando-se uma das mais características aves urbanas.
Columba livia (Pombo-doméstico): é a pomba mais conhecida das áreas urbanas. Possui um tamanho médio de 40 cm.
O pombo-doméstico é uma ave exótica, originária da Europa, norte da África, Oriente Médio e Ásia, onde são conhecidas como Pomba-das-Rochas. Em função de serem animais dóceis, o homem iniciou sua domesticação há 5.000 anos para diversas finalidades tais como ornamentação, companhia, trabalho (pombos-correio) e alimentação. No Brasil, elas foram introduzidas pelos colonizadores europeus a partir do século XVI.
Em muitos lugares, os pombos-domésticos escaparam, perderam-se ou foram soltos intencionalmente. Dessa forma, ao encontrarem nas cidades abrigos e grande oferta de alimentos lá se instalaram e proliferaram.
Essas aves abrigam-se e constroem seus ninhos em locais altos. Essa característica facilitou sua instalação nas cidades onde se encontram prédios, torres de igrejas, forros de casas, entre outros. Além disso, alimentam-se principalmente de grãos e sementes, mas também podem reaproveitar restos de alimentos e lixo, o que faz das cidades locais com ótimas ofertas de alimentação. Com tantas condições favoráveis à sua proliferação, os pombos têm apresentado populações muito numerosas em diversas cidades, tornando-se assim alvo de preocupação ambiental e de saúde pública.

Ciclo de Vida dos Pombos


ciclo de vida dos pombos

Em seu ambiente natural, os pombos podem viver em média até 15 anos, porém nas cidades vivem em média de 3 a 5 anos apenas. Isso ocorre pelo fato de sua alimentação nas cidades ser composta por restos encontrados em lixos e/ou farelos de comidas processadas pelo homem, tais como pães e biscoitos, produtos com composições muito diferentes dos encontrados naturalmente por esses animais.
Além disso, é comum quando uma população cresce demasiadamente, saindo de seu balanço natural, ocorrer certo controle populacional através da transmissão de doenças. Como esses animais vivem em colônias e estão em constante contato uns com os outros, um único indivíduo pode funcionar como via de entrada de um agente infeccioso e, através dele, a doença é facilmente transmitida a vários outros indivíduos, dessa forma diminuindo o tempo de vida desses animais.

Os pombos formam um casal durante toda a vida e têm em média de 5 a 6 ninhadas por ano, cada uma com de 2 a 3 filhotes. Eles apresentam cuidado parental durante a incubação e por mais ou menos 1 mês após o nascimento, período que os filhotes levam para aprender a voar. Os ovos são incubados por 17 a 19 dias até o nascimento dos filhotes, cujo amadurecimento até a idade adulta ocorre no período de 6 a 8 meses.

Hábitos Alimentares dos Pombos


hábitos dos pombos
Os pombos se alimentam especialmente de sementes e grãos em geral, podendo também ingerir insetos, vermes e frutos em ambiente natural. No ambiente urbano, esses alimentos característicos não são tão expressivos em sua dieta em função da grande oferta de restos alimentares, farelos e lixo nas ruas e praças das cidades.

Importância Ecológica dos Pombos


Importância dos pombos
As aves têm um importante papel ecológico pois, como todos os outros seres vivos, participam de uma teia alimentar. Isso significa que elas fazem parte de diversas relações alimentares nas quais uns seres se alimentam de outros. A exemplo disso, pode-se analisar os pombos em uma pequena parte dessa teia, denominada cadeia alimentar.


Doenças Transmitidas pelos Pombos


doenças transmitidas pelos pombos
Os pombos, por serem animais sinantrópicos, podem transmitir algumas doenças e acarretar grandes desconfortos e transtornos ao homem.
São patologias causadas por pombos:
Criptococose:
doença causada pelo fungo Cryptococus neoformans. É transmitida pela inalação da poeira contendo fezes secas de pombos e canários. Compromete o pulmão e pode afetar o sistema nervoso central, causando alergias, micose profunda e até meningite subaguda ou crônica. Seus sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também dor de cabeça, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação e confusão mental.
Histoplasmose:
transmitida pela inalação do esporo do fungo Histoplasma apsulatum encontrado em fezes secas de pombos e morcegos. Causa uma micose profunda e seus sintomas variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, anemia, etc. É uma doença que vai depender do estado de saúde do indivíduo, podendo assim se desenvolver ou não.
Salmonelose:
causada pela ingestão de ovos ou carne contaminados pela bactéria Salmonella sp presente nas fezes de pombos e outros animais. Gera uma toxinfecção alimentar com sintomas como febre, diarréia, vômitos, e dores abdominais. Suas fezes, em contato com alimentos como verduras, frutas, podem acarretar nessa doença.
Ornitose:
também conhecida como psitacose, é transmitida por via oral por meio da poeira contendo as fezes secas de aves (pombo, arara, papagaio, perus) e infectadas pela Chlamydia psittaci. O indivíduo infectado pode apresentar febre, vômito, calafrio, mialgia, tosse, cefaléia, acompanhados por comprometimentos das vias aéreas superiores e inferiores. Essa doença é oportunista, isto é,depende do estado de saúde do indivíduo.
Dermatites:
parasitose causada pelo piolho do pombo (ácaros, Ornithonyssus sp.), que provoca erupções na pele e coceiras semelhantes às de picadas de insetos.
Alergias:
ocasionadas pela inalação de penugens de pombos ou de um ar rico em poeira das fezes dos pombos. Pode causar rinites, ou crises de bronquite em pessoas sensíveis.

Métodos de Controle - Dedetização


métodos de controle dos pombos

O conceito mais evoluído no controle de pragas é o Manejo Integrado, cuja filosofia consiste na aplicação concomitantemente de diferentes estratégias de controle. O uso de substâncias químicas pode eliminar os pombos, mas além de ser cara é crime. De acordo com os artigos 29 a 32 da Lei Federal no. 9.605 de fevereiro de 1998, é proibido usar iscas envenenadas (crime de crueldade com os animais).

Cuidados

A limpeza do local habitado por pombos deve ser realizada, porque as fezes além de conterem causadores de doenças, ainda podem atrair outros animais como ratos e baratas ao local.
Não ingerir carne de pombos, a não ser bem cozida, pois há uma grande possibilidade de infecção por salmonela.
Cuidado ao respirar o ar de ambientes onde pombos vivem, pois além da poeira que sai das fezes dos pombos provocar as doenças citadas acima, ela causa irritações respiratórias, como alergia, e dermatite

domingo, 26 de fevereiro de 2012

BARATAS - O QUE SÃO AS BARATAS:



Barata | Baratas
biologia das baratas


Baratas são insetos da ordem Blattodea que habitam nosso planeta há pelo menos 320 milhões de anos como indica o registro fóssil da espécie Paleoblatta douvillei. Desde sua origem, sobreviveram às mudanças geoclimáticas ao longo da história da Terra, e colonizaram o planeta como um grupo bem sucedido. Atualmente, existem ao redor de 4.000 espécies viventes, porém, somente 30 delas adaptaram-se ao meio ambiente urbano. Isso representa menos de 1% da diversidade global de baratas, ou seja, um número bem reduzido de espécies são potencialmente sinantrópicas (vivem próximo da moradia humana). Além disso, apenas 4 destas espécies podem ser vetores mecânicos de doenças, já que carregam junto ao corpo patógenos que prejudicam a saúde humana, principalmente o trato gastrointestinal.

Habitat das Baratasbaratas - habitat

As baratas podem viver no ambiente aquático, desértico, silvestre e doméstico. Em relação às espécies sinantrópicas (domésticas), elas costumam abrigar-se em frestas e locais quentes, úmidos e próximos a alimentos como redes de esgoto, porões, armários e gavetas, cozinha e dispensa de alimentos. São insetos residencialistas, já que geralmente saem forragear a procura de comida e retornam para o mesmo local. De modo geral, possuem hábitos noturnos e são lucífugas, ou seja, durante o dia vivem escondidas em recantos escuros.

Alimentação das Baratasbaratas- alimentação





As baratas sinantrópicas, por excelência, são insetos onívoros, ou seja, se alimentam de substâncias animal, vegetal e matéria morta. Essas espécies vivem próximas a entulhos e acúmulos de sujeira onde procuram por alimentos, preferencialmente, açucarados.

Reprodução das Baratas

baratas - reprodução
As baratas são insetos ovíparos ou ovovivíparos. Normalmente, seus ovos são depositados dentro de um estojo ou cápsula protetora denominada ooteca, também vulgarmente chamado de "ovo de barata".




Blatella germânica

(barata alemãzinha), por exemplo, põe em média 4 ootecas durante sua vida, cada uma contendo de 19 a 24 ovos. Essa espécie apresenta um desenvolvimento rápido que consequentemente levam a um aumento populacional explosivo. Além disso, Blatella germânica carrega sua ooteca durante todo período de gestação e, portanto, aumentam sua chance de sucesso reprodutivo já que não as deixam expostas à predação.

Já, a fêmea da Periplaneta americana (
barata de esgoto) coloca ao redor de 51 ootecas num período de vida de 13 a 25 meses e cada ooteca contém em média 16 ovos. Geralmente, essa espécie deposita suas ootecas em ambientes protegidos, preferencialmente quentes e úmidos, como reentrâncias de paredes, batentes das portas, estantes, guarda-roupas, armários e gavetas. Periplaneta americana leva ao redor de 9 a 19 meses para completar seu desenvolvimento que vai desde ovo até adulto. Por sua vez, Blatta orientalis (barata oriental) coloca ao redor de 45 ootecas em apenas 3 meses de vida. Assim como Periplaneta americana, essa espécie também deposita suas ootecas em locais quente, úmidos e protegidos.

Prejuízos Causados à Sociedade
barata - prejuízos causados  à sociedade

As baratas apresentam importância econômica, doméstica, médica, ecológica e na pesquisa científica. A importância agrícola é insignificante, já que grandes populações podem roer raízes de algumas plantas comprometendo a absorção de água. Além disso, podem também consumir alimentos estocados e, assim, inutilizar o produto para o comércio e alimentação.





Do ponto de vista doméstico, podem causar algum prejuízo ao roer roupas, papéis ou documentos, bem como, ao sujar o ambiente com seus excrementos e proporcionar odor aos utensílios domésticos, principalmente na cozinha e dispensa de alimentos.

A importância médica das
baratas sinantrópicas certamente é um dos aspectos mais relevantes, já que existem algumas espécies que carregam microorganismos como vírus, bactérias, fungos e protozoários. As baratas ao deslocarem-se pela rede de esgoto e outros ambientes propícios ao desenvolvimento de patógenos trazem consigo microorganismos junto ao corpo que posteriormente, quando em contato com o alimento e utensílios, contamina-os. Por sua vez, o homem ao ingerir esse alimento contaminado, pode adquirir os patôgenos e adoecer. As baratas podem também roer a mucosa labial ou a extremidade da mão, principalmente de crianças durante o sono, devido à presença de resíduos açucarados que servem de alimento. Isso pode causar irritação e formação de ferida no local denominada "herpes blattae" que requer cuidados médicos. As fezes podem ser inaladas e causar distúrbios no trato respiratório ou ainda, reações alérgicas. Finalmente, esses insetos são potencialmente hospedeiros intermediários de vermes que infectam alguns mamíferos e eventualmente o homem.

No ambiente natural, as baratas desempenham os papeis ecológicos de cicladores de nutrientes e de decompositores de madeira morta. No primeiro caso, suas fezes, ricas em compostos de nitrogênio fertilizam o solo. Já, no segundo caso, reduzem a madeira morta do solo, dispondo-a para os microorganismos que produzem húmus. Desse modo, as baratas contribuem para a manutenção da vida no planeta.

Já o interesse científico pelas baratas decorre de seu uso como modelo de estudos de anatomia e fisiologia de insetos e há pesquisadores que criam esses animais para estudos sobre os mecanismos de resistência a inseticidas, bem como, para servirem de alimento para vários outros animais de laboratório.

Dicas







Para prevenir infestações de baratas é preciso evitar o acúmulo de sujeira e resíduos alimentares pela casa. Assim, é aconselhável sempre embalar a comida e manter limpos os cômodos, principalmente a cozinha e a dispensa de alimento. Isso reduz a presença de fezes e fragmentos da exúvias (mudas), que podem causar reações alérgicas se inaladas. Além disso, alimentos expostos, embalagens furadas e migalhas espalhadas pelo chão podem atrair baratas, bem como outros animais sinantrópicos.

As baratas não são hospedeiras de microorganismos patogênicos. Na verdade, elas são vetores mecânicos, ou seja, carregam na superfície do corpo bactérias, vírus e protozoários que potencialmente podem causar doenças ao homem. Portanto, deve-se limpar com água e sabão os objetos que as baratas entraram em contato. Para os alimentos, o aconselhável é descartá-los, já que entre algumas bactérias que as baratas transportam está a espécie Escherichia coli que causam diarréias.

Finalmente, é importante não abusar do uso de pesticidas. O ideal é um controle integrado, onde são utilizados produtos químicos associados a produtos naturais. O uso abusivo de inseticidas pode selecionar populações resistentes de baratas e, assim, deixarem de ser eficientes no controle da infestação.

RATOS- COMO SÃO GRACIFICADOS:




Rato | Ratos
ratos - biologia

Os ratos são classificados pela sistemática – ciência que estuda a relação entre os organismos conforme sua classificação biológica – como roedores, isto é, animais da ordem Rodentia e, ainda, da família Muridae. Essa família, um setor da classe dos mamíferos, abrange os ratos, camundongos e ratazanas. São animais que possuem uma característica própria desse grupo: dentes incisivos. Além disso, podem ser caracterizados de acordo com alguns aspectos externos, como a coloração e o tipo da pelagem.





Esses dentes, situados na porção anterior da boca, crescem continuamente. Têm formato de meio círculo, não possuem raiz fechada e a porção posterior do dente tem a dentina exposta. Então, o ato de roer permite que os dentes sejam afiados e não cresçam em excesso. Isto significa que, se esses animais não utilizarem os dentes (não roerem), os incisivos não param de crescer e podem voltar à raiz, ou seja, fechar o semi-círculo, prejudicando fatalmente o animal.


Assim, esses animais estão sempre roendo. Não importa se é alimento ou não, eles não podem ficar sem utilizar seus dentes. Devido a esse fator importante, os roedores passam a maior parte do tempo procurando substâncias para afiar os dentes. Além disso, podem viver e/ou andar nos mais diversos lugares, como galerias ou fios e cabos elétricos, o que causa grande prejuízo ao homem.

No Brasil, a ordem dos roedores apresenta cerca de 74 gêneros e 236 espécies, ou seja, somente no Brasil, ocorrem mais de 230 espécies diferentes desses animais. Como sempre estão em busca de abrigo e alimento, muitas vezes acabam trazendo desconforto e perturbação em várias regiões, principalmente as grandes cidades. Porém, é importante saber que a grande maioria dessas espécies não causa perturbação alguma ao homem, pois são espécies silvestres que vivem restritamente nos locais em que estão adaptadas, como florestas, cerrado, caatinga.

Habitat dos Ratos
ratos - habitat

Os ratos possuem hábito noturno. Isto significa que eles saem em busca de alimento somente durante a noite, uma vez que é o período mais fácil de obter alimento e menos perigoso também. Mais ainda, utilizam principalmente o tato, a audição e o olfato para a obtenção do alimento, uma vez que esses sentidos são mais aguçados do que a visão. Como eles têm várias habilidades físicas – nadar, subir em locais altos, saltar ou mesmo equilibrar-se em fios e cabos – eles conseguem obter alimento mesmo que esse esteja em locais de difícil acesso. Eles podem bloquear a respiração por até três minutos, permitindo a natação dentro de canos e esgotos.





Geralmente, os

ratos encontram no nosso lixo doméstico seu alimento. Assim, podemos classificá-lo como um organismo omnívoro, ou seja, que se alimenta de praticamente tudo, ou pelo menos, tudo aquilo que serve de alimento ao homem.
Somente três espécies são mais comumente reconhecidas como animais sinantrópicos, ou seja, animais que se adaptaram a viver junto ao homem, mesmo sem a vontade deste:
Mus musculus:
É conhecido também como camundongo. É um roedor pequeno de cauda aproximadamente igual ao comprimento do corpo. Sua pelagem é uniformemente cinzento-amarelada, sem limite definido entre as superfícies dorsal (costas) e ventral. Suas patas são estreitas, geralmente com a superfície superior mais amarelada. As fêmeas têm cinco pares de mamas.

Rattus rattus:
Roedor também chamado de rato preto ou rato do telhado, possui tamanho médio a grande, de cauda maior que o corpo, orelhas longas e quase nuas e patas posteriores sem membrana interdigital (entre os dedos). A coloração da pelagem é mais variada, podendo ser desde mais claras no ventre, até acinzentadas; no dorso pode ser castanho-acinzentada ou então cinzento-avermelhada. As fêmeas têm de cinco a seis pares de mamas, mais freqüentemente cinco, sendo um peitoral. Eles têm hábito terrestre, porém com grande facilidade para escalar em paredes e forros de casas. Vive geralmente em locais secos, como armazéns de grãos.

Rattus norvegicus:
É conhecido popularmente como ratazana. É o maior, mas têm a cauda menor do que o comprimento do corpo, as orelhas mais curtas e com alguns pêlos, e as patas traseiras com membrana entre os dedos. Têm hábito semi-aquático e vivem à beira de águas doces, salobras (mistura de água de rio e água do mar) ou salgadas. Esses animais nadam e mergulham com habilidade e também cava galerias extensas. Mais freqüente no litoral, entretanto é encontrada também em campos e pode ser encontrado vivendo até em instalações de animais domésticos.

Distribuição Geográfica:
Essas três espécies citadas têm sua origem no velho mundo (Europa). Porém, foram introduzidas pela colonização européia e adaptaram-se muito bem ao país. Atualmente, ocupam praticamente todo o território brasileiro, sendo considerados, por isso, animais cosmopolitas.

Ciclo de Vida dos Ratos
ratos - ciclo de vida


Esses roedores possuem um ciclo de vida de 9 (nove) a 12 (doze) meses e com um período de gestação de aproximadamente 22 (vinte e dois) dias. A maturidade é atingida, por esses animais, após, no máximo, 3 (três) meses, isto significa que, apenas sessenta dias do dia do nascimento eles já estão aptos a se reproduzirem. As fêmeas dos camundongos têm em média seis ninhadas no ano, com 3 a 8 filhotes por ninhadas. Já as fêmeas dos ratos (preto e ratazana) têm até doze ninhadas por ano, com 7 a 12 filhotes por ninhada.

Problemas na Sociedade X Doenças
ratos - problemas na sociedade e doenças

Conheça as doenças transmitidas pelos ratos.




Leptospirose

É uma zoonose causada por uma bactéria do tipo Leptospira que afeta seres humanos e animais podendo ser fatal. Durante chuvas e inundações, essa bactéria, presente na urina do rato, se espalha nas águas, podendo invadir casas e contaminar, através da pele, os que entram em contato com áreas infectadas. A longa permanência de pessoas na água favorece a penetração da bactéria pela pele limpa, sem ferimentos, e ela pode atingir rins, fígado e musculatura.

Os locais, onde o contágio acontece, normalmente são beiras de córregos, galerias de esgoto e terrenos baldios. Em seu quadro mais grave, também é chamada de Mal de Weil ou Síndrome de Weil. Apesar de classificada somente em 1907, graças a um exame post mortem realizado em uma amostra de rim infectado, a doença foi identificada em 1886, pelo patologista alemão Adolf.

Os ratos são considerados os principais transmissores da doença. Os roedores domésticos mais comuns, que levam a leptospirose ao homem, são o rato de telhado (ou de forro, o Rattus rattus), a ratazana (de praia ou de esgoto) e o camundongo (o Mus musculus).

A leptospirose, nos seres humanos causa ampla gama de sintomas, mas alguns casos podem ser assintomáticas, isto é, não apresentam sintoma. Podem ser sintomas da doença: febre alta, fortes cefaléias (dores de cabeça), calafrios, dores musculares, vômitos, icterícia (cor amarelada da pele), olhos congestionados, dor abdominal, diarréia e coceira. Um sintoma capaz de diferenciar-la de outras doenças é a insuportável dor na batata da perna, muitas vezes, o doente não consegue ficar de pé. Pode provocar alterações no volume e na cor da urina tornando-a mais escura. Complicações incluem falência renal, meningite, falência hepática e deficiência respiratória, caracterizando a forma grave da doença citada a cima. Pode levar a morte raramente. Normalmente, quando curada, a doença não deixa sequelas.

Muitas vezes, essa patologia é confundida com doenças como gripe e, principalmente, hepatite. O diagnóstico da doença é difícil, devido a variedade de sintomas, comuns em outros quadros clínicos. O diagnóstico final é confirmado por meio de testes sorológicos como o método de ELISA (Ensaio Detector de Anticorpos de Enzimas) e o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase = Polymerase Chain Reaction).

Os humanos também infectam-se, freqüentemente, por água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais infectados (bovinos, suínos, eqüinos, cães, roedores e animais selvagens) que são ingeridos ou entram em contato com membranas mucosas ou com a pele. A infecção é mais comum em áreas rurais, podendo ocorrer, também, em áreas urbanas, quando alguns dos animais mencionados entram em contato com alimentos armazenados em depósitos não devidamente isolados. Há casos de pessoas que contraíram a doença e morreram por beberem liquídos (e só foi descoberto após a sua morte) de latas que se encontravam contaminadas com a bactéria causadora da infecção, devido à urina dos ratos que se encontram nos armazéns de fábricas e supermercados. Não há registros de transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Prevenção:
Baseia-se no controle dos roedores e em medidas para melhorar o meio ambiente como habitação protegida das águas das chuvas, saneamento básico e cuidados especiais com o lixo, principal alimento de ratos. Tratar esgotos e galerias por onde passam as águas das chuvas, evitando inundações e impedindo a urina do rato alcançar o homem.

- Quando entrar em contato com regiões inundadas ou com lama, usar luvas e botas de borracha;

- Evitar expor ferimentos às águas infectadas de inundações em áreas suscetíveis á bactéria;

- Ficar o menor tempo possível imerso nessas águas e impedir que as crianças nadem ou mergulhem nelas;

- Desinfetar com cloro (hipoclorito de sódio) os objetos de casa que entraram em contato com a água ou com a lama;

- Médicos recomendam a lavagem de latas e outras embalagens com água e sabão.
No Brasil, não há vacina contra a leptospirose para seres humanos. Existem vacinas somente para uso em animais, como cães, bovinos e suínos. Esses animais devem ser vacinados todos os anos para ficarem livres do risco de contrair a doença e diminuir o risco de transmiti-la ao homem.

Tratamento:
A leptospirose é tratada com antibióticos, como a doxiciclina ou a penicilina, hidratação e suporte clínico, orientado por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados.

Curiosidades quanto à Leptospirose.
Solução desinfetante de alimentos e objetos: Cloro mata a bactéria. Se não for possível armazenar os alimentos protegidos da água, o correto a se fazer é eliminá-los. Frutas em geral, carne, leite, verduras, legumes, arroz, feijão, café, manteiga, etc devem ser inutilizados. Alimentos enlatados podem ser lavados mantendo-os em contato com a solução por trinta minutos, desde que não tenha havido contato da comida com a água. Para 1L, 20L, 200L e 1000L usa-se, respectivamente, duas gotas, uma colher de chá, uma colher de sopa e dois copinhos de café de hipoclorito de sódio.

Por quanto tempo a leptospira vive no ambiente?
As leptospiras podem sobreviver até semanas ou meses, dependendo das condições do ambiente (temperatura, umidade, lama ou águas de superfície). Porém, são bactérias sensíveis aos desinfetantes comuns e a determinadas condições ambientais. Elas são rapidamente mortas por desinfetantes, como o hipoclorito de sódio, presente na água sanitária, e quando são expostas à luz solar direta.

Qual é o risco de contaminação se houver contato com águas suspeitas?
Nesta situação, a contaminação da pessoa dependerá de alguns fatores, como a concentração de leptospiras na água, o tempo que a pessoa ficou em contato com a água e a possibilidade ou não da penetração da bactéria no corpo humano, entre outros fatores. Deve-se ficar atento por alguns dias e, se a pessoa adoecer, deve-se procurar um médico o mais breve possível, não esquecendo-se de relatar a exposição aos fatores de riscos a leptospirose.

Qualquer pessoa pode contrair a doença?
Sim, qualquer pessoa pode contraí-la. Porém, tem-se observado maior freqüência de casos em indivíduos do sexo masculino, na faixa de 20 a 35 anos, provavelmente pela maior exposição a situações de risco em casa ou no trabalho.

Para obter maiores informações sobre a leptospirose, procure a Secretaria Estadual de Saúde, o Centro de Controle de Zoonoses ou a Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade

Hantaviroses
As hantaviroses são doenças provocadas pelo hantavírus, agentes etiológicos pentencentes a família Buyanviridae, encontrado em ratos silvestres que vivem em áreas rurais, onde foram registrados os casos da doença. Podem se apresentar sobre as formas de Febre Hemorrágica com Síndrone Renal (HFRS) e Síndrone Pulmonar por Hantavírus (HPS), sendo a segunda a única forma encontrada nas Américas. Não são específicas de nenhum grupo étnico e se comportam de forma estacional coincidindo com a presença e o maior número de roedores portadores do vírus.

Cada espécie de roedores, principais reservatórios dos Hantavírus, parecem ter tropismo por determinado tipo do vírus. No roedores, a infecção pelo Hantavírus, aparentemente, não é letal e pode levá-lo ao estado de reservatório do vírus por toda a vida. Nesses animais, os Hantavírus são isolados principalmente nos pulmões e rins, apesar da presença de anticorpos séricos, sendo eliminados em grande quantidade na saliva, urina e fezes.

Os sintomas são três: febre acima de 38 graus, dores musculares e dificuldade de respirar, desde que o paciente tenha estado na zona rural nos últimos 60 dias.

Essa enfermidade não pode ser transmitida de pessoa a pessoa, ou seja, espirro, tosse, aperto de mão ou qualquer outro contato físico não representam risco de contágio.

A contaminação pelo hantavírus ocorre quando respira-se poeira com restos de fezes, urina ou saliva de ratos contaminados em ambientes fechados. Os moradores de áreas rurais, agricultores, caçadores, pescadores, pessoas que fazem trilhas, acampam ou freqüentam matas possuem maior risco de contrair a doença. Outras formas de transmissão para a espécie humana foram também descritas:

- ingestão de alimentos e água contaminados;

- percutânea, por meio de escoriações cutâneas e mordeduras de roedor;

- contato do vírus com mucosa, por exemplo, a conjuntival;

- acidentalmente, em trabalhadores e visitantes de biotérios e laboratórios.

O período de incubação da doença provocada por Hantavirus varia de 12 a 16 dias com uma variação de 05 a 42 dias. Apesar do risco de morte, a hantavirose tem cura. É importante procurar uma unidade de saúde logo que sentir os primeiros sintomas da doença.

Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS)
- Febre, mialgias, dor abdominal, vômitos e cefaléia; seguidas de tosse produtiva, dispnéia, taquipnéia, taquicardia, hipertensão, hipoxemia arterial, acidose metabólica e edema pulmonar não cardiogênico. O paciente evolui para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.

- Complicações: insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.

- Tratamento: desde o início do quadro respiratório, estão indicados medidas gerais de suporte clínico, inclusive com assistência em unidade de terapia intensiva nos casos mais graves.

Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS)
- Febre, cefaléia, mialgia, dor abdominal, náuseas, vômitos, rubor facial, petéquias e hemorragia conjuntival, seguida de hipotensão, taquicardía, oligúria e hemorragias severas, evoluindo para um quadro de poliúria que antecipa o início da recuperação, na maioria dos casos.

Tratamento:
- isolamento dos pacientes com proteção de barreiras (avental, luvas e máscaras);

- evitar sobrecarga hídrica nos estágios iniciais, manter o aporte de fluidos adequado para repor perda na fase de poliúria, controle da hipotensão com expansores de volume e vasopressores nos casos graves, monitorização do estado hidroeletrolítico e ácido-básico e diálise peritoneal ou hemodiálise no tratamento da insuficiência renal.

Para os dois tipos de Hantaviroses, o diagnóstico faz-se através de Imunofluorescência, Elisa e Soroneutralização. A confirmação se dá através de PCR e Imunohistoquímica de órgãos positivos.

Prevenção:
Não há vacina contra essa patologia. As medidas preventivas são: não deixar casas fechadas por muito tempo, não plantar nada a menos de 30 metros de distância das residências; manter o mato em volta das casas sempre cortado; não deixe madeira, lixo ou folhas acumuladas perto das habitações; não comer frutos caídos ou próximos ao chão; tapar todas as frestas e buracos por onde ratos podem passar; não deixar restos de ração ou comida ao alcance dos ratos; evitar que o lixo fique espalhado; guardar grãos ou qualquer alimento a uma altura mínima de 40 centímetros do chão e nunca tocar em ratos.

Limpeza de ambientes fechados
Antes de entrar no ambiente, abra as portas e deixe arejar por um tempo. Em seguida, abra as janelas e aguarde mais um tempo antes de entrar para fazer a limpeza. Prepare uma mistura de 1 copo de água sanitária com 9 copos de água. Com a ajuda de um rodo, molhe um pano nessa mistura e passe no chão, tomando o cuidado de não levantar poeira. Jamais use vassoura. Mantenha portas janelas abertas até que tudo esteja limpo e seco.

Cuidados necessários ao acampar
Procure um local afastado da mata e exposto ao sol para armar a barraca. Ela deve ter fundo impermeável para que não haja contato direto do corpo com o solo. A água e os alimentos que serão consumidos devem ser guardados em recipientes muito bem fechados. Não use sandálias abertas.

Curiosidades quanto as hantaviroses
Dados estatísticos:

A Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS) tem a distribuição na Europa e Ásia onde na China ocorrem de 40.000 a 100.000 casos por ano. Na Coréia do Sul tem ocorrido uma média de 1.000 casos por ano. Possui uma letalidade variável com média de 5% na Ásia e um pouco maior nas Ilhas Balcãs.A forma respiratória da doença (HPS) com grande letalidade, identificada em junho de 1993 na região sudoeste dos Estados Unidos e, posteriormente, observada em outros 21 estados daquele país levou ao isolamento de outros Hantavírus como o Sin Nombre, Black Creek Canal, Bayou e New York. Desta forma, a Síndrome Pulmonar por Hantavírus passou a ser reconhecida em outros países e possibilitou o isolamento de novas espécies. No Brasil, os 3 primeiros casos clínicos de Síndrome Pulmonar por Hantavírus foram identificados no Estado de São Paulo, no Município de Juquitiba, em 1993. Outros sete casos foram registrados: um no Estado de Mato Grosso na cidade de Castelo dos Sonhos e outros seis no estado de São Paulo, nas cidades de Araraquara e Franca, ambos em 1996; um em Tupi Paulista e um em Nova Guataporanga e dois casos em Guariba, em 1998.

Curiosidades quanto à peste bubônica
Dados históricos:

Na Idade Media, a peste bubônica, popularmente conhecida como peste negra, tinha como profilaxia direta o isolamento dos enfermos, tornando-os inofensivos como portadores do elemento causal, erradicando, assim, a doença. No curso da história humana, essa foi uma das três grandes pandemias já registradas.

QUARENTENA: O pânico foi a primeira reação ao aparecimento da doença. Buscava-se a fuga como salvação, mas nem todos podiam, ou queriam, fugir. À principio, a pestilência era considerada sinal da ira divina, e muitos viam, como únicos remédios, a penitência e a oração. Comunidades negavam-se a admitir pessoas provenientes de regiões onde grassava a peste. Medidas para proteger os sadios e os ajudar a evitar o temido mal tornaram-se imperiosas.
A experiência de isolar os doentes foi eficaz, desenvolvendo-se rapidamente esse princípio como combate à infecção. As autoridades eram notificadas quanto a existência de pacientes, que depois de examinados, eram isolados em suas casas, enquanto durasse a enfermidade.

Os mortos eram retirados das casas pelas janelas e seus corpos removidos em carroças para fora das cidades, o lugar de enterramento também tinha a finalidade de prevenir o alastramento da epidemia. Quando morria um paciente, arejavam-se e fumigavam-se os cômodos e queimavam-se os seus pertences.
Para evitar a entrada da peste na comunidade, usava-se o método de isolar e observar pessoas e objetos sob condições rigorosas e por um período específico, até se confirmar a inexistência da doença. Assim surgiu a quarentena, contribuição fundamental a pratica da Saúde Pública.

A partir do século XIV, quem atendesse um paciente com a peste deveria ser isolado, por quatorze dias, antes de reassumir suas relações sociais com outras pessoas. O mesmo valia para viajantes ou mercadores infectados, ou simplesmente suspeitos de ter a doença. Mais tarde, estenderam o período de isolamento para trinta dias e, posteriormente, para quarenta dias, origem do termo quarentena. As primeiras estações de quarentena foram construídas na Itália, assim, depois de rígida inspeção das embarcações que ali chegavam, todos os passageiros e cargas de navios ficavam detidos por esse período, expostos ao ar e a luz solar.

A razão para tal período residia na crença, generalizada nos séculos XIII e XIV, de ser o quadragésimo dia o de separação entre as formas agudas e crônicas as doenças. Recorria-se, também, à Bíblia para atribuir ao numero quarenta um significado especial, o dilúvio durou quarenta dias, assim como outros episódios bíblicos. Na alquimia, também considerava-se importante o número, pois se acreditava na necessidade de quarenta dias para certas transmutações. Dessa forma, criaram um sistema para combater doenças contagiosas, com estações de observação, hospitais de isolamento e procedimentos de desinfecção, ainda hoje comuns na prática de Saúde Pública.

A BACTERIOLOGIA E A SAÚDE PÚBLICA. Em 1897, no Japão, observou-se o bacilo da peste em pulgas de ratos e sugeriu-se, pela primeira vez, que as pulgas de ratos com peste poderiam não apenas abrigar os organismos mas também passar a infecção ao homem. No mesmo ano, estudiosos convenceram-se de que o rato transmitia a doença ao homem

Curiosidades
ratos - medidas preventivas


- Os ratos são responsáveis pela perda de 30% da produção nacional de grãos e 4% da produção mundial.

- A cada 3 dias, há registro em hospitais e postos médicos de 1 pessoa com lesões por roedura e doenças de ratos.

- A Suíça mantém 0,5 rato per capita, os EUA 2 ratos per capita, enquanto no Brasil, nos grandes centros urbanos,
existem 15 ratos/habitante, sendo a média nacional de 8.

- Se acasalarmos um casal de ratos em Janeiro, em Dezembro teremos 180 mil descendentes e no período de 10 anos
serão 48 trilhões.

CUPINS- O QUE SÃO OS CUPINS:

Cupim | Cupins

cupim
Os cupins são animais da ordem Isoptera e, como indicam os registros fósseis, estes animais habitam o nosso planeta há pelo menos 250 milhões de anos. São representados por 3000 espécies de cupins no mundo, 290 registradas no Brasil, e somente 4 destas potencialmente sinantrópicas, ou seja, vivendo próximas de moradias humanas.

São insetos de organização social com papel importante como decompositores, reciclando matéria orgânica e aerando o solo quando constroem galerias. Alguns cupins, no entanto, pelo hábito de comer madeira e se alimentarem das raízes das plantas de interesse do homem, podem causar problemas na produtividade das plantações e nas construções civis. São popularmente conhecidos por siriris ou aleluias.



Habitat dos Cupinshabitat dos cupins

Os cupins vivem em ninhos que podem ser construídos dentro de raízes, sob ou sobre troncos, no solo (sob a terra ou aflorado acima dela na forma de montículos) e, também, em construções, como paredes, rodapés, batentes de portas e caixas de força.

Ciclo de vida dos Cupinsciclo de vida dos cupins
Como possuem exoesqueleto rígido de quitina e proteínas, os insetos sofrem ecdise, o que significa que constroem um novo exoesqueleto maior e descartam o antigo, menor para poderem crescer e aumentar de tamanho.

Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta, ou seja, o estágio imaturo não difere muito do estágio adulto, no que diz respeito à forma e preferência alimentar. O ciclo de vida desses insetos compreende os ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos.
Os cupins têm polimorfismo, isto é, cada casta tem forma distinta. A casta dos reprodutores são os reis e as rainhas, que na câmara nupcial que escavam juntos, copulam e dão início a uma população. Dos ovos eclodem formas jovens, que irão se transformar em operários, soldados ou novos reprodutores.

Os operários são responsáveis pela construção dos ninhos, pela coleta de alimento, pelo cuidado de outras castas e, freqüentemente, também colaboram na defesa da colônia. São estéreis, ou seja, não são capazes de se reproduzir.

Os soldados defendem a colônia contra inimigos e invasores. Possuem cabeça e mandíbulas grandes e apresentam uma grande variedade de formas e mecanismos de defesa, tanto mecânica como química. Muitos possuem glândulas especiais que produzem secreções de defesa.

Alimentam-se, basicamente, de materiais celulósicos, que encontram em papéis, estruturas de madeira e raízes de plantas, e para digeri-las têm associações com protozoários ou mais comumente com bactérias.

Reprodução dos cupins
reprodução dos cupins

Na primavera, quando o ar está mais úmido, geralmente após uma chuva, machos e fêmeas enxameiam, ou revoam e, chegando ao solo, perdem as asas e formam os casais reais. Então, num pequeno buraco ou depressão próximo à uma madeira ou escavando uma câmara no solo, copulam, a rainha põe ovos e iniciam um novo ninho. Logo a população de operárias e soldados que destes nascem iniciam suas funções.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

FORMIGAS- COMO VIVEM:

Formiga | Formigas
biologia das formigas


Atualmente conhecem-se aproximadamente 18.000 espécies de formigas no mundo todo, dentre as quais 2.000 podem ser observadas no Brasil. Do total, apenas 1% são consideradas pragas, interferindo nos interesses do homem e, cerca de 50 espécies estão adaptadas ao meio urbano.

As formigas vivem em colônias e são divididas em castas, a casta das formigas rainhas, das formigas machos e das formigas fêmeas estéreis. Estas vão se diferenciar pelo tipo de alimento que lhes é fornecido durante toda a fase larval. Tal condição vai acabar por caracterizar as diferenças morfológicas de cada casta. Cada uma delas dura em torno de 15 anos, iniciando no momento em que uma formiga rainha cruza com um macho de casta diferente da sua e reproduz formigas obreiras e, terminando no momento em que a formiga rainha não consegue mais reproduzir.





As formigas são divididas em três tipos:

• Formigas rainhas: possuem asas e podem reproduzir fêmeas. Vivem aproximadamente de quinze a vinte anos.

• Formigas machos: possuem asas e vivem apenas algumas semanas com o único intuito de reproduzir

• Formigas fêmeas estéreis: são as formigas operárias ou obreiras, reproduzem machos sem a necessidade de serem
fertilizadas. Vivem aproximadamente um ano.





Trabalho

• Obreiras: cuidam da rainha, dos ovos, das larvas e de pupas.

• Cuidadoras da manutenção de ninhos: abrem e fecham as entradas dos ninhos, mantêm estruturas e passagens
dentro da colônia.

• Patrulheiras: designam os caminhos destinados para o forrageamento.

• Forrageiras: seguem caminhos designados para elas, para acumular comida para a colônia.

• Trabalhadoras de Meio-dia: manejam o lixo, chamado de meio-dia, e que parece ter uma significante relação a como
as formigas acham sua colônia.





Atribuição de Tarefas

Não existe uma fonte de liderança, diferentemente de como muitas pessoas acreditam. A Rainha está lá apenas para reproduzir e não para controlar a colônia.

Quando ocorrem alterações nas condições na colônia, a ênfase em certo trabalho se altera. Trabalhadores são movidos de uma tarefa para outra dependendo da necessidade. Quando se trata do forrageamento, ao ser o trabalho mais importante, vai ter prioridade ante qualquer outra tarefa.

Principais Espécies Urbanas Encontradas no Brasil

formigas





Tapinoma melanocephalum
(

formiga-fantasma):
São pequenas, com o corpo claro e a cabeça escura. Constroem seus ninhos perto ou dentro das residências, atrás de rodapés e batentes.



Paratrechina longicornis
(formiga-louca):

Sua cor varia indo de tons marrons escuros até o preto. Constroem seus ninhos perto ou dentro de residências, dentro das paredes e atrás de janelas e forros.

Monomorium pharaonis


(formiga-do-faraó):

Sua cor varia de tons amarelos até o marrom claro. Constroem seus ninhos em cavidades encontradas nas residências.



Pheidole megacephala
(formiga-cabeçuda):

Sua cor varia do vermelho até o marrom. Possuem uma cabeça muito grande em relação ao corpo. Constroem seus ninhos no solo, frestas de calçadas ou atrás de rodapés.

Wasmannia auropunctata


(formiga-de-fogo ou pixixica):

Possuem coloração marrom claro dourada. Constroem seus ninhos em guarda-roupas, camas, berços.



Lenipthema humile
(formiga-argentina):

Sua cor varia nos tons marrons. Constroem seus ninhos próximos a locais com água e alimento, como banheiros e cozinhas.



Camponotus sp.
(formiga-carpinteira):

Seu tamanho é variável e sua coloração atinge tons do amarelo ao preto. Constroem seus ninhos em batentes de janela e porta, além de assoalhos, podendo ainda habitar aparelhos eletrônicos.



Crematogaster sp.
(formiga-acrobática):

Sua coloração varia do amarelo ao marrom escuro. Constroem seus ninhos em qualquer estrutura de madeira.



Solenopis sp.
(lava-pé):

Sua cor varia do amarelo claro ao preto brilhante. Constroem seus ninhos exteriormente às residências, formando montes de terra, ou ainda, em aparelhos eletrônicos.

Hábitat das Formigas e Distribuição Geográfica
formigas - habitat


As formigas vivem em colônias e são consideradas resistentes, pois conseguem habitar praticamente todos os ambientes terrestres. Sua exceção se dá nos pólos do planeta, onde não existe ocorrência de tais insetos. Existem formigas de diferentes espécies, cores e tamanhos e também com diferentes preferências alimentares, o que determina sua vida e o local onde vão habitar e construir seus ninhos e, também o grau em que podem ou não ser prejudiciais ao homem.

Em geral, constroem seus ninhos em locais de difícil acesso, tais como tomadas, embaixo do piso e atrás de batentes de portas.

Os centros urbanos das cidades são comumente habitados por formigas de variadas espécies que convivem juntamente com os seres humanos, sendo na maioria das vezes uma associação indesejada.

Ciclo de Vida das Formigas
formigas - ciclo de vida



As formigas desenvolvem-se por metamorfose completa. Primeiramente surge o ovo, seguido de larva, pupa e adulto. Os ovos sao tão pequenos que tornam-se dificeis de serem vistos a olho nu.

Cada larva que eclode de cada ovo, ausente de pernas e em geral ausente de coloraçao, é alimentada pelas obreiras por um processo chamado trofilaxia, no qual a obreira regurgita alimentos por ela ingeridos e digeridos. Assim, através de mudas, ou seja, da troca de pele para um estágio maior, cada larva passa por 3 à 5 estágios, os ínstares.

O desenvolvimento da larva é dependente da quantidade de alimento que ela recebe, assim como da temperatura a qual está submetida durante todo o processo, levando-a a sofrer uma nova muda à medida que cresce. Completada a última muda, a larva pára de se alimentar entrando no estágio de pupa, no qual não poderá se movimentar. Em algumas espécies, a pupa da formiga pode se apresentar envolvida por um casulo de seda, em outras a pupa só vai ser diferenciada do adulto por possuir uma coloração esbranquiçada. Após o estado de pupa, nasce a formiga adulta como a conhecemos, não crescendo mais.

As Rainhas e os machos nascem também da mesma maneira.

Problemas na Sociedade

formigas - problemas na sociedade

Algumas saúvas e formigas podem se defender por meio de uma ferroada, inoculando substâncias peçonhentas, que podem causar dor intensa e febre; outras, por não possuir o ferrão, têm o habito de morder. Essa mordida pode ocasionar sangramento e, o veneno é introduzido neste local. Reações alérgicas também são bastante comuns, mas a gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, do local e do número de ferroadas. Pode ocorrer edema generalizado, inclusive da glote e, também manifestações urticantes.

Por passarem por locais como o lixo, em que diversos agentes microbianos são encontrados, as formigas domésticas, através de suas patas e cerdas, podem ser veículos de inúmeros agentes causadores de doenças, ocasionando diarréias e vômitos caso os alimentos sejam contaminados por estes insetos.

Em hospitais, as formigas são um perigo em potencial. Nestes, elas podem se alimentar de restos de materiais infectados, assim como transmitir bactérias e material patológico para pessoas, instrumentos e alimentos que ocasionalmente são destinados aos pacientes. Sendo assim, podem causar infecções hospitalares.

Algumas espécies instalam-se em aparelhos domésticos eletrônicos, por eles apresentarem temperatura adequada para sobrevida e procriação, e liberam uma substância ácida que deteriora os aparelhos.