segunda-feira, 5 de março de 2012

VISÃO DEDETIZADORA






VISÃO DEDETIZADORA.








Dedetização

Podemos falar que uma dedetização é a ação através dos praguicidas junto as pragas. Segundo a Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), são produtos químicos ou substâncias destinadas à prevenção, destruição, ou ao controle de pragas, entre elas insetos, aracnídeos e outras que estejam dentro ou sobre seus corpos. Muitas pragas são vetores de doenças, prejudicam também a estocagem dos alimentos, com risco de haver contaminação dos mesmos e, dessa maneira, prejudicam drasticamente a economia, outras podem causar abalos em estruturas de construção (paredes, portas, telhados, móveis de madeira).






No ambiente urbano, as principais pragas são; baratas,ratos,cupins,pombos,, abelhas, formigas, moscas e mosquitos.
Existem diferentes classes de praguicidas utilizados numa dedetização, baseada nos padrões de uso e no tipo de praga a ser controlada ou destruída, e as principais são: os inseticidas, os herbicidas, os fungicidas e os raticidas.
Os resultados da aplicação (dedetização) são visíveis em pouco tempo e é utilizado em casos em que a chance de reinfestação é mínima. Os riscos de contaminação e intoxicação são baixos porque o veneno age diretamente na praga.
Porém, se realizado por um longo período, pode trazer prejuízos à saúde, danos ao meio ambiente e provocar um aumento desordenado na população de insetos, resultado da resistência adquirida aos praguicidas aplicados. As espécies utilizam diferentes mecanismos de resistência para se adaptarem à pressão seletiva imposta pelo mesmo inseticida. Um desses mecanismos desenvolvidos é a modificação da proteína alvo do inseticida.
O método químico de dedetização envolve manipulação de princípios ativos que exigem conhecimentos técnicos e cuidados de segurança, portanto precisa ser realizado por profissionais treinados e competentes por empresas devidamente credenciadas pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA).
A composição dos venenos possui diversos produtos químicos e a sua aplicação-dedetização depende das características do local em que será aplicado e da praga que se deseja controlar.
A toxidez de uma substância química em insetos não a qualifica necessariamente como inseticida. Diversas propriedades devem estar associadas à atividade, tais como eficácia mesmo em baixas concentrações, ausência de toxidez frente a mamíferos e animais superiores, ausência de fitotoxicidade, fácil obtenção, manipulação e aplicação, viabilidade econômica e não ser cumulativo no tecido adiposo de seres humanos e de animais domésticos.
Os principais grupos de inseticidas que podemos citar são:
- organoclorados, sendo o diclorodifeniltricloroetano (DDT) o mais conhecido;
- organofosforados, cujos exemplos podem ser o Malation, Metilparation, Paration, Triclorfon;
- carbamatos, como o Carbaril, Propoxur, Carbofuran;
- piretróides e inibidores do desenvolvimento dos insetos.
Na primeira metade do século XX, predominaram os inseticidas naturais de origem orgânica ou inorgânica. Os inseticidas inorgânicos mais utilizados foram arseniatos de cálcio e chumbo (verde Paris), cupratos (calda bordalesa), enxofre em pó, sulfatos, cal, fluorsilicato, de bário, aminosselenossulfito de potássio (criolite) e óleos minerais. Entre estes, os arseniatos mostravam-se extremamente tóxicos ao homem, animais superiores e ao meio ambiente como um todo. Dentre os inseticidas orgânicos de origem natural foram muito utilizados, nicotina, nor-nicotina, anabasina, piretrinas e aletrina, rotenóides como a rotenona e, em menor escala, alguns quassinóides como a quassina.
Nas décadas de 50 a 70, ocorreu uma explosão de produtos com atividade inseticida que se mostraram mais potentes e mais específicos, substituindo rapidamente o inseticida de origem natural.
O DDT foi o primeiro pesticida moderno, tanto que o termo "dedetização" foi criado a partir dele e foi desenvolvido após a segunda guerra para o combate de mosquitos causadores de doenças como a malária e febre tifóide. É solúvel em compostos orgânicos como a gordura e o óleo, apesar de ser insolúvel em água. O químico suíço Paul Hermann Müller recebeu o prêmio Nobel de medicina em 1948 por descobrir a sua eficiência na erradicação de vários tipos de artrópodes.
Apesar de sua eficiência, a bióloga norte-americana Rachel Carson denunciou em seu livro "Primavera Silenciosa" que o DDT causava câncer e interferia com a vida animal.
O DDT se acumula na cadeia alimentar, pois se um predador ingerir animais que estão contaminados, este também se contaminará. Como os predadores se alimentam de várias presas, acabam por absorver muito DDT o que pode causar uma mortalidade maior para os predadores naturais do que para a própria praga, resultando em um aumento descontrolado dessa população.
Em 1985, proibiu-se em todo o território nacional a comercialização, o uso e a distribuição de produtos organoclorados destinados à agropecuária. Mas os inseticidas organoclorados continuaram sendo permitidos em campanhas de saúde pública no combate a vetores de agentes etiológicos de moléstias (malária e leishmaniose), assim como em uso emergencial na agricultura, a critério do Ministério da Agricultura.
Embora o DDT atravesse facilmente o exoesqueleto quitinoso dos insetos, ele é pouco absorvido pela pele humana, o que explica sua relativa baixa toxicidade a nível tópico. Apesar disso, a contaminação ocorre por exposição direta (inalação) ou por alimentos contaminados por ele e outros pesticidas organoclorados. A intoxicação aguda caracteriza-se por erupções cutâneas na pele e por sintomas inespecíficos como dor de cabeça, tonturas, convulsões, insuficiência respiratória e até morte, dependendo da dose e do tempo de exposição. Os organoclorados estão nos primeiros lugares em várias listas de poluentes, devido à sua grande persistência no meio ambiente e fácil acumulação e, apesar disto, até 1999, 40% do mercado mundial de pesticidas era representado por essa classe.
Durante os últimos 30 anos, inseticidas organofosforados têm sido amplamente usados como alternativa para substituir os compostos organoclorados no controle de insetos, devido ao baixo custo, à síntese fácil e baixa toxidez para muitos organismos.
A continuidade do interesse por esta classe deve-se à facilidade de síntese de novos derivados, à possibilidade de síntese de pró-inseticidas, que sofrem ativação preferencial em insetos e não em mamíferos, e à maior biodegradabilidade em comparação com os organoclorados. São importantes não somente pela proteção agrícola que oferecem, mas também, pelos propósitos industriais, domiciliares e ambientais.
Os organofosforados, como os carbamatos, são largamente usados como inseticidas, inibindo a enzima acetilcolinesterase nos sistemas nervosos de vertebrados e de invertebrados. Seu principal sítio de ação é o sistema nervoso na junção neuromuscular, interagindo com a acetil-colinesterase, cuja função é catalisar a hidrólise da acetilcolina (Ach) em ácido acético e colina (Figura 1), interrompendo a transmissão dos impulsos nervosos nas sinapses dos neurônios do sistema nervoso central e periférico. A acetilcolina é um mediador químico, necessário para transmissão dos impulsos nervosos, presente nos mamíferos e insetos e quando é inibida, acontece paralisia e morte.
De modo geral, as principais classes de substâncias químicas usadas no controle de pragas têm sido os organofosforados, os organoclorados e os piretróides. Todas estas classes apresentam como alvo em comum o sistema nervoso dos insetos: os organofosforados e os carbamatos atuam como inibidores da acetilcolinesterase Ache, e os piretróides e os organoclorados têm como alvo os canais de sódio dependentes de voltagem. Atualmente, são os inseticidas mais desenvolvidos, pois são biodegradáveis.

MOSCAS ---CARACTERÍSTICAS GERAIS

Mosca | Moscas




As moscas pertencem à classe dos Insetos. As características desse grupo são: divisão do corpo em cabeça, tórax e abdome e presença de 3 pares de patas. Na maioria dos casos apresentam asas.

Conhece-se aproximadamente 120.000 espécies de dípteros e estima-se que existam mais 1 milhão de espécies viventes.
Podemos reconhecer as moscas pela cabeça, nitidamente distinta e móvel, com dois grandes olhos facetados, isto é, como se fosse dividido em várias partes (facetas). Algumas moscas possuem o aparelho bucal com capacidade de absorver líquidos, enquanto que em outras o aparelho bucal é do tipo picador.
Apesar de algumas espécies serem nocivas, muitas são úteis na polinização de flores, decomposição da matéria orgânica, fonte de alimento para peixes, anfíbios, répteis, pássaros, etc. Além de que as espécies de Drosophila são utilizadas como animais experimentais principalmente para estudos genéticos, podendo trazer benefícios ao homem. Outras espécies são utilizadas como agentes de controle biológico de plantas daninhas bem como de insetos pragas.
A mosca dos estábulos (Stomoxys calcitrans) pode ser facilmente distinta da mosca comum, por possuir um aparelho bucal longo, como uma agulha apontada para frente, pois é uma mosca que perfura a pele dos hospedeiros para sugar sangue. Pode picar seres humanos e, eventualmente, sua picada pode ser muito dolorosa.
Há vários outros tipos de moscas menos freqüentes nas residências, mas não nas cidades. Há aquelas que se alimentam de cadáveres onde também pões seus ovos (família Sarcophagidae); outras de cores metálicas (família Calliphoridae) que vivem no lixo, e preferem carne e seus derivados; ainda existem as drosófilas (moscas das frutas) e também os Tabanídeos (moscas das cachoeiras, dos cavalos ou mutucas) que picam dolorosamente.
As espécies mais importantes consideradas “pragas” são: Musca domestica, Cochliomyia hominivorax e Dermatobia hominis.
A Musca domestica é considerada uma praga urbana e é a mais importante, tendo em vista que pode transmitir organismos patogênicos (vírus, bactérias, protozoários, helmintos) que podem causar doenças no homem e em animais domésticos.
A Cochliomyia hominivorax é tanto uma praga rural quanto urbana e causa miíase obrigatória. Moscas que causam miíase obrigatória são aquelas que precisam se desenvolver sobre ou dentro de vertebrados vivos.
Já a Dermatobia hominis causa miíase obrigatória, porém é uma praga rural, pois não possui hábitos urbanos

Alimentação das Moscas


Moscas são insetos ativos, principalmente durante o dia, e repousam a noite.

Quanto à alimentação, geralmente ingerem fezes, escarros, pus, produtos animais e vegetais em decomposição, açúcar, frutas entre outros. O alimento deve estar na forma líquida ou pastosa para que a mosca possa comê-lo. Para isso ela lança uma substância (saliva) sobre o alimento para dissolvê-lo e assim poder ingeri-lo.

Ciclo Biológico das Moscas


As moscas sofrem metamorfose durante seu ciclo de vida. Isso significa que ocorre mudança na forma e na estrutura do corpo, como por exemplo, crescimento e diferenciação dos estados juvenis até a formação do adulto.

São insetos de desenvolvimento holometábolo: possuem metamorfose completa. Sendo assim, durante o desenvolvimento passam pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto.

As larvas são completamente diferentes do adulto, tanto do ponto de vista biológico, como do morfológico, que se refere à forma do corpo.

A camada externa de pele das larvas se endurece devido à quitinização (deposição de quitina, um polissacarídeo insolúvel) e forma uma casca (casulo), o qual recebe o nome de “pupa”. Dentro desta começa a haver transformação para mosca adulta.

Esse estágio é intermediário entre a larva e o adulto e nele não há alimentação nem movimentação.

Espécies Consideradas Pragas


As espécies mais importantes consideradas “pragas” são: Musca domestica, Cochliomyia hominivorax e Dermatobia hominis.

A Musca domestica é considerada uma praga urbana e é a mais importante, tendo em vista que pode transmitir organismos patogênicos (vírus, bactérias, protozoários, helmintos) que podem causar doenças no homem e em animais domésticos.
A Cochliomyia hominivorax é tanto uma praga rural quanto urbana e causa miíase obrigatória. Moscas que causam miíase obrigatória são aquelas que precisam se desenvolver sobre ou dentro de vertebrados vivos.

Já a Dermatobia hominis causa miíase obrigatória, porém é uma praga rural, pois não possui hábitos urbanos.

Musca domestica:
Também conhecida como “mosca-doméstica”, esse inseto mede cerca de 6 a 8 mm. Em geral, indivíduos dessa espécie possuem cor acinzentada e abdome com reflexos amarelados.
Possui probóscide robusta e flexível que é utilizada para lamber.
Essa espécie possui distribuição geográfica mundial. É sinantrópica, ou seja, possui capacidade de se adaptar ao meio urbano, além de possuir alto índice de endofilia o que indica que é frequentemente encontrada dentro de residências urbanas e rurais.
As condições sanitárias influenciam na presença desses insetos no ambiente. Quanto maior a deficiência no serviço de coleta de lixo urbano ou tratamento do esterco de animais, maior a incidência da Musca domestica. O agravante é que ela pode transmitir organismos patogênicos (vírus, bactérias, protozoários, helmintos) para o homem e animais domésticos.
Vivem praticamente na dependência direta dos ambientes habitados, utilizados ou frequentados pelo homem.
Ciclo de vida: A Musca domestica, como já foi citado, possui desenvolvimento do tipo holometábulo. Os ovos são brancos e alongados e depositados em qualquer matéria orgânica fermentável, como por exemplo, lixo ou fezes. Eles eclodem em 24 horas e liberam suas larvas. Estas passam por três estágios e são claras e movimentam-se ativamente. O alimento dessas larvas pode ser substâncias líquidas e bactérias.
Quando estão para puparem, deslocam-se para locais mais secos, por exemplo, partes mais altas do esterco ou penetram debaixo de folhas, capim ou terra fofa.
Durante a pupação, permanecem imóveis e tomam a forma de um pequeno barril de cor clara. Após a quitinização adquirem a cor castanho-escura. Essa fase dura de 4 a 6 dias no verão, e no inverno é prolongada por semanas. Vale lembrar que quanto maior a umidade e a temperatura do ambiente, mais rápido o ciclo de vida se completa.
No final, a mosca emerge da pupa através de um orifício.
Os adultos vivem por, aproximadamente, 30 dias e alimentam-se de substância animais e vegetais, principalmente os açucarados.
Cochliomyia hominivorax:
Popularmente é conhecida como mosca- varejeira, é a mais importante causadora de miíase obrigatória. É uma mosca robusta com aproximadamente 8 mm de comprimento. Sua cor é esverdeada e possui reflexos azul-metálicos. Os olhos são de cor avermelhada e o resto da cabeça amarelo brilhante. As pernas são alaranjadas.
As larvas, já maduras, medem aproximadamente 15 mm de comprimento e possuem cor branco-amarelada.
Geograficamente essa espécie é encontrada nos EUA, nas Antilhas e em quase toda a América do Sul. São mais abundantes em climas quentes e úmidos.
Ciclo de vida: os adultos só copulam uma vez, o que ocorre 5 dias após o nascimento. Após a cópula, fazem a postura dos ovos nas aberturas naturais do corpo, como narinas, vulva e ânus ou em feridas recentes e incisões cirúrgicas. A quantidade varia, em cada local, de 10 a 300 ovos aglomerados uns aos outros.
A eclosão ocorre após um período de incubação que pode variar de 12 a 20 horas e as larvas eclodidas se alimentam do tecido ao redor destruindo-o.
Após 4 a 8 dias, as larvas estão maduras e durante esse período sofrem duas mudas. Espontaneamente caem no solo e enterram-se na terra fofa ou sob folhas e transformam-se em pupas. Cerca de 8 dias depois, essas pupas originam o adulto, sempre no verão, pois no inverno a fase de pupa pode durar mais de dois meses.
Os adultos alimentam-se de néctar, suco de frutas, secreções de feridas, etc.

Problemas na Sociedade


A Musca domestica é uma espécie cosmopolita. Sua dispersão e distribuição pelo mundo foram favorecidas por ela ter a capacidade de se adaptar às transformações do ambiente natural e proliferar tanto no meio urbano quanto no meio rural. Nas cidades, infesta residências e locais de trabalho, causando incômodos e danos para a população.
O problema com moscas vem aumentando nos últimos 10 anos com tendência a se agravar. Os produtos químicos utilizados no controle das moscas têm sido ineficazes. Em decorrência da alta capacidade reprodutiva, seu uso constante tem proporcionado o aparecimento de indivíduos resistentes, além de contaminar alimentos como ovos e carnes.
Alguns inseticidas já deixaram de ser empregados, a exemplo do DDT, e do dimetoato, pois se tornaram ineficientes devido ao aparecimento de espécies resistentes aos mesmos. Sabe-se que um controle satisfatório sempre é obtido com um programa que integra métodos culturais, químicos e biológicos.
Médicos já informaram que as moscas podem trazer consigo grande número de doenças, entre elas a crise de diarréia, sendo que muitas são até mesmo motivo de hospitalização

Problemas para a Saúde


As moscas domésticas são insetos que tem importância como vetores mecânicos, isto é, podem veicular agentes patogênicos em suas patas, cedas do corpo e também através de sua saliva, pois suas peças bucais só permitem sugarem alimentos líquidos ou semi-líquidos
Assim, as moscas liquefazem o alimento sólido regurgitando sobre eles sua saliva. Após pousarem em superfícies contaminadas como o lixo, os esgotos e excreções e secreções humanas (fezes, catarro e lágrimas) esse insetos podem transmitir várias doenças como a febre tifóide paratifóide, a diarréia infantil, vermes intestinais, cólera, disenteria bacilar, distúrbios gastrointestinais e até poliomielite (paralisia infantil). Elas também são os agentes causadores da miíase.
Miíases:
Algumas espécies causam miíases, doença também conhecida por berne ou “bicheira” e caracterizada pela infestação de vertebrados vivos por larvas de dípteros que, pelo menos durante certo período, se alimentam dos tecidos vivos ou mortos do hospedeiro e de suas substâncias corporais líquidas. Dessa forma, larvas de moscas que completam seu ciclo, ou pelo menos parte do seu desenvolvimento normal dentro ou sobre o corpo do hospedeiro vertebrado, podem ser causadoras de miíases.
Existem várias classificações para miíases conforme a localização, a biologia da mosca e o tipo do tecido em que ocorre. Quanto ao local de ocorrência podem ser: cutânea, subcutânea, cavitárias (nariz, boca), ocular, anal, vaginal. Quanto as características biológicas da mosca podem ser: obrigatórias (desenvolvem-se em tecidos vivos), facultativas (desenvolvem-se em matéria orgânica em decomposição) e pseudomiíase (como por exemplo o bicho da goiaba).