
- Megachiroptera: São os maiores morcegos, que conhecemos como Raposas voadoras. Encontradas na África, Oceania e Ásia. Podem pesar mais de 1,5 kg e possuir uma envergadura de até 2 metros. A maior espécie conhecida é a Pteropus vampyrus, da Indonésia. As raposas voadoras se alimentam de frutas.
- Microchiroptera: São os morcegos que pesam de 2 a 200 gramas, podendo ter uma envergadura de 1 metro, sendo a maior espécie a Vampyrum spectrum e a menor a Craseonycteris thonglongyai.
Esta subordem tem uma dieta diversa: folhas, frutos, sementes, insetos, néctar, pequenos vertebrados e sangue. São animais muito importantes para o equilíbrio dos ecossistemas terrestres. Os insetívoros encontrados em quase todo o mundo representam a maior parte das espécies e fazem o controle populacional de pragas, sendo que um indivíduo pode comer 600 insetos por hora. Já os frugívoros espalham sementes dos frutos que comem através de suas fezes ou regurgito. Nectarívoros fazem a polinização de mais de 500 espécies de plantas, sendo essenciais na reprodução de muitas espécies. Dentre mais de 1200 espécies, apenas três são hematófagas e se restringem à América do Sul, sendo que uma delas ataca apenas aves.

Morcego da espécie Corynorhinus townsendii. Foto: US-Government
Características
Possuem os cinco dedos e entre eles e o metacarpo alongado existe uma membrana, formando a asa que chamamos de patágio. Em algumas espécies existe outra membrana entre os membros posteriores e a cauda, que chamamos de uropatágio. A grande parte de morcegos é crepuscular e ou noturna (muitas espécies de raposas voadoras são diurnas) e vivem em locais escondidos e escuros, como cavernas.
Possuem olfato, paladar e audição aguçados e os microchiropteras possuem um “sexto sentido” chamado de ecolocalização (biossonar que inspirou a produção dos ultrassons e sonares de navios). O morcego emite ondas ultrassônicas pela boca ou narinas, elas batem nos obstáculos e voltam na forma de eco. Ele capta esses sons e assim se orienta. Os hematófagos utilizam mais um sistema que é a termopercepção. Alguns morcegos hibernam, no período de escassez de comida, baixando seu metabolismo e usando gordura corporal como energia.
Reprodução
Possuem uma ou duas gestações por ano na maioria das espécies. A gestação dura de 2 a 7 meses, variando conforme a espécie. Normalmente nasce um filhote por vez, já que a mãe o carrega grudado nela. Os filhotes se tornam independentes entre 6 e 8 semanas e atingem a maturidade sexual por volta dos dois anos de idade. Na maioria das espécies há um macho dominante que reproduz com várias fêmeas da colônia. O comportamento sexual entre as espécies varia muito.
Ameaças
São predados por animais, como aves maiores, cobras e felinos. A família Desmodontinae é a mais acometida pela raiva e a contaminação é principalmente a animais de fazenda. Um morcego contaminado pela raiva apresenta mudanças em seu comportamento, como atividade diurna, desorientação e quedas no chão. Onde a doença raiva não é endêmica eles são inofensivos. O acúmulo de suas fezes pode ter fungos que causam a histoplasmose.
A maior colônia urbana de morcegos fica no Texas, EUA.
Alguns morcegos realmente se alimentam de sangue
É fato que algumas espécies de morcegos se alimentam de sangue, mas, ao contrário do que muitos pensam, essas criaturas não chupam o sangue dos animais. Em vez disso, eles usam seus dentes afiados para fazer um pequeno corte na pele do animal. Assim, eles ingerem apenas o sangue que sai do ferimento.
E também se engana quem acha que eles precisam de quantidades enormes de sangue. Em geral, duas colheres de sopa são uma dose diária suficiente para o morcego e uma quantidade que não causa nenhum prejuízo à vítima. Ainda, a saliva dessas espécies é composta por uma substância anestésica que impede que o animal sinta o corte.

Os morcegos ficam de ponta-cabeça para economizar energia
Se ficarmos alguns minutos de cabeça para baixo já começamos a nos sentir mal, não é mesmo? Mas essa posição é fundamental para que os morcegos conservem energia. Isso porque o sistema circulatório desses animais é bastante diferente do nosso. Essas criaturas passaram por adaptações que garantem que o sangue seja bombeado para as extremidades e distribuído igualmente em todo o seu corpo quando ele está de ponta-cabeça.
Pode parecer estranho, mas é muito mais confortável para um morcego ficar pendurado do que desafiar a gravidade e tentar ficar em pé. E, como eles têm ossos e músculos extremamente leves para o voo, não é esforço nenhum sustentar o peso do corpo.
Os morcegos são os únicos mamíferos que podem voar
Você pode até se lembrar dos esquilos voadores ou outras espécies menos conhecidas – como o petauro-do-açúcar e o colugo –, que percorrem pequenas distâncias no ar, mas a verdade é que os morcegos são realmente os únicos mamíferos que conseguem levantar voo e se manter no ar.
Ao contrário dos pássaros, que movem totalmente seus membros anteriores, os morcegos voam batendo seus dígitos. A membrana de suas asas é sensível e delicada e, assim como pode ser facilmente danificada, cresce rapidamente.
A maior colônia urbana de morcegos fica no Texas, EUA. Os morcegos formam colônias enormes
A maior colônia natural de morcegos está na caverna de Bracken Bat, no Texas (EUA), e abriga 20 milhões de morcegos. Durante uma única noite, a colônia inteira pode chegar a consumir impressionantes 200 toneladas de insetos! A quantidade de animais é tão grande que, quando eles saem em busca de alimentos, a densa nuvem que se forma chega a ser visível pelo radar responsável pela temperatura.
Já a maior colônia urbana dessas criaturas fica em Austin, também no Texas, onde cerca de 1,5 milhão de morcegos vivem embaixo da ponte Ann W. Richards Congress Avenue Bridge. Depois de passar o inverno no México, os animais migram para a cidade de março a novembro – período no qual impressionam os turistas e moradores com voos incríveis quando saem em busca de alimentos.


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